Crescimento econômico real dos estados do Brasil (1995-2025)
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- 11 de mar.
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Texto extraído da página Brasil em Mapas, 9 mar. 2026.
O Brasil cresceu 222% nos últimas 30 anos, mas o desenvolvimento não aconteceu de forma igual no território nacional — quatro estados ficaram abaixo da mediana nacional.
É o que revela o estudo inédito "Uma Análise Histórica Regional do Crescimento Econômico Real nos Estados Brasileiros, 1995–2025", produzido pelo Brasil Em Mapas.
Enquanto Mato Grosso disparou com impressionantes 661% de crescimento, seguido por TO (594%) e MS (486%), estados mais maduros como São Paulo (150%) e RJ (191%) cresceram em ritmo bem mais lento, evidenciando a migração do dinamismo econômico do eixo Sudeste-Sul para o Centro-Oeste-Norte.
A mediana nacional entre as unidades federativas ficou em 190%, considerando o peso real das economias.
Apenas quatro UFs cresceram abaixo desse patamar: Espírito Santo (188%), RS (151%), SP (150%) e DF (127%) — este último um caso à parte; economia fortemente atrelada ao funcionalismo público, baixa diversificação produtiva e dependência da União.
Enquanto isso, novas fronteiras agrícolas como o Tocantins e Rondônia viram sua produção agropecuária moderna decolar, com o Amazonas ancorado no Polo Industrial de Manaus e o Pará com alta indústria de extração mineral.

O Centro-Oeste lidera entre as regiões, com crescimento médio de incríveis 408%, puxado pelo agronegócio do Mato Grosso, MS e GO, demonstra que o Centro-Norte tem feito progresso, concentrando juntos 53% do crescimento do país em três décadas.
O Sudeste registrou a menor média regional, com 184%, vindo de uma base alta, reflete o ritmo mais moderado de economias maduras.
Em 2025, a economia brasileira alcançou R$ 12,7 trilhões, puxada pelo agronegócio com 11,7% de alta (6,1% do PIB). Setor de serviços, 70% da economia, cresceu 1,8%, enquanto a indústria avançou 1,4% — impulsionada pelas indústrias extrativas.
Mais do que um retrato do passado, o estudo se propõe a ser uma ferramenta para análise futura. Ao revelar desigualdades regionais e os novos polos de dinamismo, oferece subsídios para políticas públicas e decisões estratégicas a transformar crescimento em desenvolvimento equilibrado e próspero a todos.



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