Capitalismo sem povo
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- há 5 dias
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No artigo Capitalismo sem povo, Marcio Pochmann argumenta que o neoliberalismo enfraqueceu a capacidade da economia brasileira de integrar a população por meio do emprego formal e ampliou a importância da informalidade e do trabalho precário. Enquanto o setor moderno da economia tornou-se mais tecnológico, financeirizado e concentrado, passou a gerar proporcionalmente menos empregos. Como resultado, cresceu uma massa de trabalhadores inseridos em atividades como aplicativos, microempreendedorismo de sobrevivência e ocupações sem proteção social. Para o autor, a digitalização não eliminou a precariedade, mas a reorganizou sob novas formas. Assim, o Brasil vive uma contradição marcada pela coexistência entre modernização tecnológica e regressão social, exigindo a construção de novos mecanismos de proteção para uma classe trabalhadora cada vez mais fragmentada.



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