O vazio teórico no pensamento crítico latino-americano: a Teoria Marxista da Dependência como ápice da elaboração sobre o continente
- Moderador do Grupo

- 7 de mai.
- 1 min de leitura
O artigo, escrito por Roberta Sperandio Traspadini e Marisa Silva Amaral, realiza uma defesa crítica da Teoria Marxista da Dependência, especialmente das formulações de Ruy Mauro Marini e Vânia Bambirra, argumentando que suas interpretações sobre a dependência latino-americana continuam sendo as análises mais consistentes para compreender a inserção subordinada da América Latina no capitalismo mundial. O texto revisita os debates entre a CEPAL, os teóricos da dependência e seus críticos, mostrando como Marini aprofundou a crítica ao desenvolvimentismo ao explicar as transferências de valor da periferia para o centro, a superexploração da força de trabalho e a articulação entre capitalismo, imperialismo e dependência. Ao longo da análise, os autores também discutem as críticas formuladas por intelectuais como Fernando Henrique Cardoso, Agustín Cueva e Enrique Dussel, avaliando seus limites teóricos e políticos. Em sua conclusão, o artigo sustenta que correntes posteriores, como a teoria do sistema-mundo e o pensamento decolonial, não conseguiram superar a potência explicativa da Teoria Marxista da Dependência, tendo inclusive contribuído para um enfraquecimento do pensamento crítico latino-americano ao abandonar categorias centrais como imperialismo, luta de classes e totalidade histórica. Assim, o texto defende a retomada da TMD como ferramenta fundamental para interpretar os dilemas contemporâneos da América Latina e orientar projetos emancipatórios e anticapitalistas na região.



Comentários